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O Google, que possui sete plataformas e mais de um bilhão de usuários no Brasil, entre elas, o YouTube – publicou o resultado de uma pesquisa feita pela empresa no ano passado que revelou: 40% dos pais disseram que seu maior medo é o contato dos filhos com estranhos. A mesma pesquisa mostrou que, em média, as crianças ganham seu primeiro dispositivo eletrônico aos 9 anos.

Com o uso cada vez maior da Internet por crianças e jovens, cresce o desafio da família em acompanhar e orientar seus filhos. É muito importante que os familiares estabeleçam cuidados, afinal, por mais que crianças e adolescentes sejam habilidosos nos aplicativos e dispositivos digitais, nem sempre sabem as melhores maneiras de usar a Internet e se proteger na rede – tornando-os, assim, potenciais alvos para os perigos na web.

A seguir, você encontrará algumas dicas específicas de segurança na Internet para crianças e adolescentes publicados pelo site Ostec:

Tenha diálogo aberto

Uma das primeiras coisas a se fazer é manter um diálogo saudável, independentemente da idade da criança ou do adolescente. Eles precisam ter acesso a informações sobre os perigos virtuais e a importância de estar sempre atento quando estiverem on-line. Mais do que isso, crianças e adolescentes necessitam de uma figura que retire todas as suas dúvidas, assim como inspire questionamentos para mantê-los alertas.

Certas orientações também devem existir. Sugira que evite falar com estranhos, converse diariamente sobre os potenciais amigos/colegas virtuais, faça algum tipo de acordo sobre horários de permanência na Internet, limite o acesso a páginas e, acima de tudo, fale sobre privacidade e exposição na web.

Monitore o conteúdo

Outra dica valiosa é a verificação de todo conteúdo que está sendo publicado e acessado na Internet. Crianças e adolescentes tendem a ser mais curiosos, por isso, gostam de explorar sites, assim como criar seu próprio conteúdo nas redes sociais – o que é incentivado, de certa forma, pelos influenciadores digitais, especialmente os do YouTube. É muito interessante revisar todos os acessos que a criança está fazendo no final do dia. É uma boa forma de conhecer o tipo de conteúdo consumido e se é saudável ou não. Ao ter consciência disso, o diálogo torna-se ainda mais produtivo.

Cuide de dados pessoais

No começo desse ano, a empresa VTech, fabricante de produtos eletrônicos, anunciou que usuários mal-intencionados se infiltraram em seu sistema e quase 6 milhões de perfis de crianças foram afetados – com acesso a fotos, dados, localização e muito mais. A empresa afirmou que seu sistema de segurança não era capaz de impedir o ataque.

Esses tipos de crimes acontecem com grande frequência no mundo digital. Por isso, é importante que crianças e adolescentes tenham consciência que seus dados pessoais precisam ser mantidos em sigilo. Eles devem ser utilizados somente com a certeza de que serão usados de forma segura, por empresas confiáveis e de credibilidade; do contrário, devem continuar sendo privados.

Nessa parte, o diálogo continua mantendo forte importância e deve ser reforçado, pois é de extrema importância que as crianças não repassem essas informações livremente. Por isso, todo cuidado é pouco quando se trata de segurança na Internet, especialmente em relação a crianças e adolescentes que ainda não conhecem a amplitude da rede que estão navegando.

Controle os horários de acesso

Os horários de acesso refletem não apenas na segurança da criança, mas também em sua saúde. É essencial que se tenha momentos adequados para a utilização da Internet, de preferência onde há alguém maior de idade acompanhando a navegação.

Estabeleça horários que é permitido o uso dos dispositivos, como computadores e celulares, e imponha certos limites. Isso criará um comportamento controlado e evitará perigos que podem ser solucionados pelo simples monitoramento – o que nos leva ao próximo ponto.

Mantenha os dispositivos em ambientes comuns

Assim como controle de horários, é importante manter todos os dispositivos – sejam computadores, notebooks, tablets e celulares – em ambientes comuns. Assim, além de existir a possibilidade de monitorar suas atividades, é possível perceber qual o tipo de conteúdo está sendo acessado e as pessoas com quem a criança ou o adolescente está interagindo. Evite deixar dispositivos com acesso à Internet em quartos e locais que possibilitem o isolamento da criança ou adolescente.

Tenha recursos de segurança instalados

Por fim, uma dica um pouco mais técnica, mas ainda assim muito eficaz, é sempre manter dispositivos de segurança em suas últimas versões e propriamente configurados, como antivírus e atualizações do sistema operacional utilizado. Faça uso também, sempre que possível, do controle parental disponibilizado nativamente em boa parte destes sistemas operacionais. Por meio deste recurso você pode gerenciar os acessos dos usuários aos dispositivos (celulares, tablets e computadores), minimizando as chances de uso indevido.

Outras dicas:

Navegue junto com os pequenos nos primeiros anos de contato deles com a Internet.
Não proíba os pequenos de entrar em redes sociais, embora não sejam recomendadas para menores de 13 anos. Se fizer isso, eles entrarão escondidos. Sugira para eles nunca adicionarem estranhos. Atenção: crianças não têm 300 amigos.
Não tente controlar cada passo on-line de um filho adolescente. Dialogue com ele sobre a vida virtual e mostre como evitar riscos.

Converse sobre privacidade e o valor disso.