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As crianças aprendem a maioria das lições sobre emoções com seus familiares e isso as ajudam na habilidade de reconhecer os próprios sentimentos, além de compreender os dos outros e saber lidar com eles. As crianças e adolescentes lidam cada vez mais cedo com temas relacionados à autoimagem e à aceitação pessoal, alguns fatores que influenciam, principalmente, a autoestima. Ao gostarem de si mesmos, eles sentem-se mais confiantes para tomar decisões e planejar seu futuro profissional. Por isso, a autoestima é tão importante, pois tem a ver com permitir que eles se sintam seguros, arrisquem-se mais e confiem no próprio potencial.

O psicoterapeuta Leo Fraiman, autor do livro “Como Ensinar Bem”, fala sobre a importância de trabalhar a autoestima em sala de aula. O especialista afirma que ter uma autoestima elevada transmite confiança e gera motivação e empenho para  o alcance de objetivos. Por outro lado, ter a autoestima rebaixada pode acarretar em situações de risco e desmotivação para os estudos. Segundo Fraiman, o modo como uma pessoa trata a si mesma reflete em todas as suas relações e serve como modelo para tratar as pessoas com que convive e isso pode influenciar desde nossas escolhas profissionais até nossas ambições e sonhos.

“Uma pessoa com boa autoestima geralmente tem mais facilidade para se relacionar, é mais produtiva, aprende melhor, tem uma vida mais saudável, pois se cuida e se considera, percebe-se digna de amor, respeito, sucesso, e faz o que for preciso para obter isso da vida, favorecendo a capacidade de adaptação ao meio e ao bem-estar emocional e permitindo uma recuperação mais rápida diante de situações adversas”, finaliza.

Os estudiosos comprovam que a consciência emocional e a capacidade para gerenciar os sentimentos são muito importantes para se obter êxito e felicidade em todos os âmbitos da vida. Por isso, é tão importante tomar consciência de como as experiências familiares influenciam os filhos e agir em conformidade com elas.

O psicólogo norte-americano Daniel Goleman afirma, em seu livro “Inteligência Emocional”, que “a vida em família é a nossa primeira escola para o aprendizado emocional”.  No seio familiar, diz Goleman, aprendemos sobre nós mesmos e sobre como os demais reagem diante dos nossos sentimentos, sobre como pensar a respeito desses sentimentos e as opções que temos para reagir diantes deles. Essa maneira de agir, de acordo com o especialista, oferece às crianças um modelo para o gerenciamento dos próprios sentimentos.

O diálogo é fundamental para entender os sentimentos da criança e do adolescente, tanto no ambiente familiar quanto no escolar. Assim, eles entenderão e aprenderão como conviver com pessoas num cenário de respeito, tolerância, aceitação e valorização das diferenças.

 

Cristiane Felix
Analista de Comunicação e Marketing
Colégio Dom Bosco